A China lança uma ofensiva de quatro meses contra deepfakes, fraudes e desinformação gerada por IA. A Administração do Ciberespaço da China (CAC) acaba de dar a largada em uma campanha nacional de quatro meses para combater o uso criminoso da inteligência artificial. A operação está dividida em duas fases e não é só retórica regulatória; tem prazo, foco técnico e consequências diretas para plataformas e usuários.
Primeira Fase : Falhas Estruturais.
Na primeira fase, o alvo são as falhas estruturais:
– Empresas que operam modelos de IA sem registro obrigatório;
– Plataformas com filtros de conteúdos falhos;
– Uso de dados não autorizados no treinamento de modelos.
Quem acha que só precisa se preocupar com o produto final, vai se surpreender. A China está auditando desde a origem dos dados.
Segunda Fase : O Conteúdo
A segunda fase vai ao conteúdo em si:
– Deepfakes sem rotulagem;
– Clonagem de voz para golpes;
– Personificação de figuras públicas e até de pessoas falecidas;
– Desinformação em massa nas áreas de saúde, finanças e direito.
Não é coincidência que estas sejam exatamente as frentes onde a IA tem causado mais estragos mundo afora.
‘A China está construindo um modelo de controle de IA que nenhum outro país implementou com essa velocidade.’
O contexto ajuda a entender a urgência. Em operações anteriores, reguladores chineses já tinham removido mais de 8.700 publicações irregulares e autuado mais de 11.000 contas que usavam imagens de personalidades sem autorização. A nova campanha é uma escalada clara dessa fiscalização.
A questão é se o resto do mundo vai aprender com os acertos, com os erros, ou simplesmente ignorar até ser tarde demais.
Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.



