Ford recontrata 350 engenheiros veteranos após a IA não atingir padrões de qualidade das inspeções feitas por humanos.

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A Ford passou três anos apostando cada vez mais em sistemas automatizados de controle de qualidade e colhendo resultados abaixo do esperado. O preço dessa aposta foi bilhões de dólares em recalls e garantias. A conclusão da montadora foi direta: a máquina não sabia o que um engenheiro experiente sabia. A resposta foi recontratar 350 engenheiros veteranos, muitos deles ex-funcionários, apelidados internamente de Grey Beards (barbas grisalhas). Eles voltaram para liderar reuniões de diagnóstico de qualidade e, principalmente, para reprogramar as próprias ferramentas de IA que estavam falhando.

Como disse o vice-presidente de engenharia da Ford: ‘A IA é tão boa quanto os dados usados para treiná-la. E esses dados precisam vir de quem já viu o problema acontecer’.

O resultado apareceu rápido. A Ford saiu da décima posição entre marcas generalistas no ranking J.D. Power para o primeiro lugar, à frente da Toyota e Honda. Três modelos lideraram suas categorias. A melhora foi a maior registrada entre marcas comparáveis no estudo. O que chama a atenção aqui não é só a virada de qualidade, é o que ela representa. A Ford não abandonou a IA, está usando mais de 100 mil testes automatizados no desenvolvimento de software. O que mudou foi a ilusão de que a tecnologia funciona sozinha, sem a camada de julgamento técnico que só se constrói com anos de prática.

E a pergunta que fica é: quantas empresas precisam passar pelo mesmo ciclo caro de erros e correções antes de entender que experiência humana não é legado, é infraestrutura ? Fica a dúvida.

Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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