Tecnologia : IA brasileira ‘lê’ dor de recém-nascidos na UTI e pode mudar o cuidado neonatal.

0

Pesquisadores da FEI e da Unifesp desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial capaz de identificar o nível de dor de bebês internados em UTIs neonatais.

A tecnologia analisa expressões faciais, especialmente a região da boca, cruzando imagem e linguagem para chegar a uma avaliação mais objetiva do que qualquer escala clínica tradicional. O problema que ela resolve é antigo e real: bebês não falam. As escalas usadas hoje dependem de quem está observando — e um médico, um enfermeiro e uma mãe angustiada podem enxergar coisas completamente diferentes no mesmo rosto.

Transformar isso em dado objetivo não é detalhe; é a diferença entre tratar ou não tratar uma dor que o paciente não consegue reportar. Um dado que ajuda a entender a urgência disso: um recém-nascido na UTI pode passar por até 13 procedimentos dolorosos por dia. E aqui vem o paradoxo clínico apontado pelos próprios pesquisadores: tanto a dor não tratada quanto o excesso de analgésicos podem causar dano neurológico em um cérebro ainda em formação.

A IA entra exatamente nesse equilíbrio difícil. O próximo passo é transformar a ferramenta em um monitor em tempo real, funcionando ao lado de equipamentos cardíacos e respiratórios. Financiado pela FAPESP e publicado em revista científica internacional, o estudo mostra que pesquisa de ponta com impacto humano direto não precisa vir de fora.

Então, se cada ponto percentual de acerto representa um bebê tratado na hora certa, quanto vale essa tecnologia ? Fica a dúvida.

Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.

Share.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Leave A Reply

Olá vamos conversar!