O Laboratório Nacional de Astrofísica, o LNA, acaba de garantir um lugar no projeto astronômico mais ambicioso da atualidade. Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo um espectrógrafo multiobjetos que vai integrar a Extremely Large Telescope, o ELT, em construção no Deserto do Atacama, no Chile.
O ELT será o maior telescópio óptico do mundo, com um espelho de 39 metros de diâmetro. É uma escala que muda o jogo. Quando ficar pronto na próxima década, ele vai reescrever o que sabemos sobre as galáxias e sobre os elementos químicos no universo.
E o Brasil não está só como coadjuvante nessa história. O LNA e o Instituto de Astronomia da USP lideram a construção do núcleo central do espectrógrafo, o chamado ICOS, que é a peça responsável por integrar todos os outros subsistemas do instrumento. Ou seja, sem o que o Brasil está fazendo, o equipamento não funciona.
E o instrumento permite observar mais de 200 alvos simultaneamente, uma capacidade que, até pouco tempo atrás, estava fora do alcance da astronomia. Participar disso não é só uma conquista científica, é uma porta aberta para a capacitação de pesquisadores e para a indústria nacional entrar em mercados que raramente imaginou alcançar.
Quando o maior olho que a humanidade já apontou para o céu começar a operar, uma parte dele vai ter sido construída aqui. Isso é o tipo de presença que não se improvisa.
Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.



