O projeto de lei que promete combater o crime organizado pode, sem querer, acabar financiando as facções e um mercado criminoso de bets clandestinas. O alerta é do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, o IBJR.
O Senado discute criar a “Cide-Bets”, uma taxa de 15% direto no depósito do apostador. Na prática, a conta é simples e cruel: 100 reais no site legalizado viram 85 reais na conta. Já nas clandestinas, os mesmos 100 reais continuarão com o mesmo valor.
Assim como na Colômbia, onde a implementação de tributo sobre depósitos levou os apostadores para as plataformas clandestinas e resultou em queda superior a 30% na receita bruta, o brasileiro deve deixar de jogar nas bets reguladas, que hoje geram renda para o Governo e protegem o consumidor.
‘Criar essa taxa sobre o depósito é dar um bônus para o crime. O governo fala em gerar 30 bilhões de reais em novas receitas com a Cide-Bets. O problema é que o mercado formal inteiro fatura hoje cerca de 36 bilhões. Ou seja: projeta-se arrecadar em tributos quase o equivalente a todo o faturamento do mercado regulado. Isso é matematicamente impossível sem quebrar a atividade legalizada.’
Um estudo da LCA Consultoria mostra que 51% do mercado de bets no Brasil é clandestino, deixando de arrecadar de impostos que iriam para saúde e segurança.
Fonte : Agência Rádio 2 de Notícias.



