Caetité : Memória e Identidade – Jorge Couto Pimentel lança ‘A Incrível Expedição a Brejinho das Amethystas’.

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Nesta sexta (30/01), o autor Jorge Couto Pimentel, lançou na Casa Anísio Teixeira o seu primeiro livro ‘A Incrível Expedição a Brejinho das Amethystas’. O evento reuniu entusiastas da literatura e da história regional para celebrar um registro que promete ser referência para a compreensão do distrito caetiteense.

A obra é fruto de uma combinação sensível entre o relato pessoal e a investigação histórica. Jorge, que nasceu em Brejinho, trilhou o caminho de muitos: migrou para outros centros e, agora adulto, retornou à terra natal para reencontrar suas raízes.

O livro não se limita à geologia das minas. Segundo o editor Alexandre Staut, a narrativa percorre os subterrâneos da mineração e as camadas humanas que formam a identidade local. Através de dezenas de entrevistas, o autor dá voz aos moradores, transformando o livro em um verdadeiro inventário de memórias do sertão. É a união do rigor da investigação histórica à delicadeza do afeto. Esta é uma jornada pessoal de Jorge, que nasceu em Brejinho, migrou para outras regiões e agora retorna à sua terra natal para revisitar memórias próprias e coletivas.

O sumário da obra antecipa tópicos fascinantes que prometem prender a atenção de historiadores e curiosos:

– Conexões Internacionais : A influência da migração alemã e a fundação do distrito. Além da chegada das famílias tradicionais como os Gondim, Soriano, Lima e Fernandes.

– Justiça Histórica : Um capítulo dedicado à ‘Invisibilidade do povo negro e os povos originários’, trazendo luz a quem muitas vezes foi apagado das cronologias oficiais.

– Cultura e Resistência : Relatos sobre o cotidiano, as expressões artísticas brejinhenses e a resiliência feminina na região. Registros sobre figuras como Waldick Soriano e as expressões artísticas brejinhenses.

– Mistérios e Garimpos : A jornada pelas riquezas ocultas da Bahia, entre imigrantes e os segredos das ametistas.

A dedicatória do livro já define o tom da obra : ‘Ao povo de Brejinho, que tem em sua bandeira as palavras: lutar e vencer’. O livro já nasce como um marco para a preservação do patrimônio cultural baiano. É uma leitura indispensável para quem deseja entender um Brasil profundo, afetuoso e cheio de histórias ainda pouco exploradas.

Esta obra é uma ferramenta de preservação do patrimônio cultural do sertão da Bahia.

A programação se iniciou no auditório da Casa Anísio Teixeira, com uma mesa de apresentação que contou com a participação de convidados que debateram a importância de registrar as riquezas ocultas da Bahia, incluindo a necessária discussão sobre a invisibilidade do povo negro e dos povos originários na historiografia regional.

O escritor Jorge Couto Pimentel

Durante a solenidade, o autor Jorge Couto Pimentel compartilhou o processo de criação da obra, que combina investigação rigorosa com memórias afetivas. Em momentos de destaque, o autor exibiu ilustrações que retratam a arquitetura e o cotidiano do distrito, reforçando o valor do patrimônio cultural local.

Após a apresentação da obra no auditório, a programação seguiu para o pátio externo, com um momento de descontração e celebração, com os exemplares sendo autografados pelo autor. Um coquetel especial foi servido aos convidados, proporcionando um momento de diálogo direto com o autor e troca de impressões sobre a obra, sendo um espaço para debates sobre os temas abordados no livro e o fortalecimento dos laços comunitários.

E fechando o evento em alto estilo, teve a apresentação da Banda 1, que trouxe uma mistura envolvente de Rock, Reggae e MPB. transformando o pátio da Casa Anísio Teixeira em um ambiente de pura integração cultural. O evento reafirmou a importância de espaços como este para o fortalecimento da identidade e da produção literária do sertão baiano.

Banda 1 : formada por Tião Carvalho (voz), Jair Soares (guitarra), Leo Pezão (baixo), Zé Magalhães (saxofone, flauta transversal, pandeiro meia lua e vocal de apoio) e Sandino Queiroz (bateria).

Fonte : acervo próprio.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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