A Bahia registrou 12.681 nascimentos de bebês de mães adolescentes entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados do Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, o Sinasc. As informações foram compiladas pela Organização Nacional de Acreditação em janeiro deste ano.
No mesmo período de 2024, o estado havia contabilizado 13.692 partos de jovens entre 15 e 19 anos. Apesar da queda de 7,4%, especialistas alertam que os números ainda são considerados elevados e mantêm a Bahia entre os estados com maior volume absoluto de gravidez na adolescência no país.
Em todo o Brasil, foram registrados 168.713 nascimentos de mães adolescentes nos primeiros oito meses de 2025. No mesmo intervalo do ano anterior, o total chegou a 179 mil registros, fechando 2024 com mais de 261 mil casos.
A divulgação ocorre durante a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, realizada de 1º a 8 de fevereiro, período dedicado à conscientização sobre educação sexual, planejamento reprodutivo e direitos dos adolescentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência da gravidez precoce está diretamente ligada a fatores socioeconômicos. Os maiores índices aparecem em regiões de baixa renda, entre jovens com menor escolaridade e acesso limitado à informação e aos serviços de saúde.
Especialistas também destacam que a gestação nessa fase da vida costuma provocar evasão escolar e dificulta a entrada no mercado de trabalho, contribuindo para a manutenção de ciclos de vulnerabilidade social.
Mesmo com a redução, os números ainda acendem um alerta importante para a necessidade de mais informação, prevenção e políticas públicas voltadas à juventude.
Fonte : Guilherme Boa Sorte / Star FM 105.9.



