Quatro astronautas da missão Crew-11 da NASA voltaram à Terra mais cedo do que o planejado, depois de um dos tripulantes apresentar um problema de saúde durante sua estadia na Estação Espacial Internacional, a ISS. E esse episódio entrou para a história como a primeira evacuação médica já realizada no laboratório orbital desde seu lançamento, há quase 30 anos.
A missão, que havia começado em 1º de agosto de 2025 e estava prevista para durar cerca de seis meses, foi interrompida no início de janeiro de 2026, após a equipe médica da NASA identificar um quadro de saúde sério, embora estável, em um dos astronautas. Por motivo de privacidade, a agência não revelou quem foi o afetado, nem detalhes sobre a condição, mas preferiu antecipar o retorno para que o tratamento pudesse ser feito com toda a estrutura médica disponível aqui na Terra.
Na quarta-feira, no caso ontem, a cápsula SpaceX Dragon Endeavour, acoplada à ISS, iniciou a viagem de retorno e na madrugada de hoje, aterrissou no Oceano Pacífico ao largo da costa da Califórnia, com todos os quatro tripulantes em segurança. Entre eles estão os astronautas Zena Cardman e Mike Fincke, dos Estados Unidos; Kimya Yui, do Japão; e o cosmonauta Oleg Platonov, da Rússia.
O retorno precoce marcou o fim de 167 dias em órbita, cerca de um mês antes do programado. A decisão de encurtar a missão também levou ao cancelamento de uma caminhada espacial que estava prevista para ser realizada no início de janeiro. Com a saída da Crew-11, a ISS ficou temporariamente com apenas três astronautas a bordo, que continuarão as operações no laboratório até a chegada da próxima equipe, a Crew-12, cuja decolagem já tem previsão para meados de fevereiro.
Especialistas destacam que esse retorno antecipado é um marco importante para a segurança nas viagens humanas ao espaço, mostrando que há protocolos robustos para cuidar da saúde dos astronautas mesmo em situações inéditas.
Então, se a saúde de um astronauta pode alterar uma missão espacial inteira, o que isso nos ensina sobre os desafios de manter pessoas vivas bem longe da Terra, especialmente em futuras viagens como à Lua e a Marte ? É de se pensar.
Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9



