Nesta terça (30/06), o auditório da Casa Anísio Teixeira foi o palco do lançamento oficial da 4ª edição da Revista 2 de Julho. O evento, que integra os preparativos para as tradicionais celebrações da Independência da Bahia aqui em Caetité, reuniu autoridades, educadores e a comunidade local para celebrar a preservação da identidade cultural do sertão baiano. Em uma noite marcada pelo resgate histórico e pelo sentimento cívico.

A cerimônia de lançamento foi mediada pelas professoras Fernanda de Oliveira Matos e Maria José Couto Gonçalves (Dete), que conduziram as apresentações e destacaram o papel da publicação como um guardião das memórias caetiteenses.
Durante o evento, o prefeito Valtécio Aguiar enfatizou a relevância cívica da revista, pontuando que a publicação vem evoluindo e enriquecendo suas matérias a cada edição. Para o gestor, o projeto representa um momento histórico que valoriza os profissionais envolvidos e fortalece a identidade cultural da cidade.
A professora Maria José (Dete) relembrou a origem da iniciativa, que nasceu há 4 anos, durante o bicentenário do 2 de Julho (em 2023). Segundo ela, o objetivo central sempre foi registrar o rico acervo de memória popular e histórica que Caetité possui, perpetuado de geração em geração, justificando a continuidade e a importância desse trabalho.
Apresentada detalhadamente ao público através de projeções no telão do auditório, a nova edição da revista traz uma cuidadosa seleção de artigos historiográficos, registros fotográficos e manifestações literárias:
– Identidade e História Geral : A revista abre com o artigo ‘Caetité: Terra Que Celebra a Liberdade’.
Logo depois, a professora Fernanda de Oliveira Matos assina o artigo ‘O Ato de Celebrar a Liberdade Em Caetité’, que se traduz na relação viva entre escolha, memória e identidade, ilustrado com o icônico dragão articulado dos desfiles locais. A seção também conta com o denso estudo ‘A Independência da Bahia Nos Sertões de Caetité: Política, Participação e Memória’, na Perspectiva do Prof. Zezito Rodrigues.
– As Tradições do Cortejo : Os elementos mais marcantes da festa são esmiuçados em matérias especiais, como ‘O Bando Anunciador’ e o artigo ‘O Te Deum do 2 de Julho’, escrito por Daniel Rodrigues Nunes, que aborda a tradicional celebração litúrgica na Catedral de Caetité.
– Coração do Sertão : A poesia ganha espaço com o Ode ao 2 de Julho (‘Nasce o Sol ao Dois de Julho’), de Luiz Pereira Benevides, acompanhada da histórica imagem da figura simbólica da Cabocla. Fechando os destaques, o artigo Caetité : O Coração do Sertão na Independência da Bahia’, de Edimilson de Brito Gomes, resgata fotos de arquivo e homenageia o protagonismo popular na manutenção desse legado.
Com o lema ‘Só o Amor Constrói’ (presente na bandeira de Caetité) estampado em sua capa, a 4ª edição da Revista 2 de Julho se consolida não apenas como um documento de leitura, mas como um manifesto de orgulho e pertencimento do nosso povo.
Fonte : acervo próprio.



