Booking.com confirma invasão e exposição de dados de reservas de clientes em todo o mundo.

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A Booking.com admitiu que terceiros não autorizados acessaram seus sistemas e obtiveram informações de reservas de clientes: nomes, e-mails, telefones, endereços informados nas reservas e até mensagens trocadas com hotéis estão entre os dados comprometidos. Cartões de crédito e endereços residenciais, a empresa garante que ficaram de fora.

A resposta da empresa foi enviar e-mails aos afetados para trocar o PIN das reservas e alertar sobre tentativas de phishing. O que a Booking não fez, e isso diz muito, foi revelar quantos clientes foram impactados, nem se brasileiros estão entre eles.

E aqui está o ponto que não dá para ignorar: mesmo sem dados bancários, esse vazamento é perigoso. Um criminoso com acesso ao histórico de reservas sabe quem é você, onde você vai ficar e quando. O golpe deixa de ser genérico e passa a ser cirúrgico: personalizado, convincente e difícil de detectar.

Não é a primeira vez que a Booking enfrenta um incidente assim. Em 2018, levou uma multa de 475 mil euros na Europa por demorar para reportar um vazamento. Em 2024, hackers exploraram computadores de hotéis parceiros para invadir o sistema. O padrão existe, e a plataforma ainda não demonstrou que aprendeu a lição.

Então, quando uma empresa do porte da Booking.com não consegue dizer quantos clientes foram afetados, o problema de transparência pode ser tão sério quanto o próprio ataque ? Fica a dúvida.

Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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