FIFA escaneou todos os jogadores da Copa para acabar com o boneco genérico do VAR.

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Acabou o avatar de plástico no tira-teima da Copa. Na edição de 2026, a FIFA escaneou os 1.248 jogadores inscritos antes do torneio começar. Cada atleta entrou numa cabine com dezenas de câmeras 4K e saiu de lá com um modelo 3D fiel ao seu corpo real: altura, proporção dos membros e tamanho dos pés.

A tecnologia foi desenvolvida em parceria com a Lenovo e substitui os bonecos genéricos que apareciam nas revisões de impedimento em Copas anteriores. Agora, quando o VAR reconstrói um lance, o que aparece na tela é o jogador de verdade, com as dimensões dele, não uma estimativa.

E não é só visual. Durante o jogo, 16 câmeras instaladas em cada estádio rastreiam 29 pontos do corpo de cada atleta até 50 vezes por segundo. Esse dado é cruzado com o chip da bola em tempo real. O sistema ainda reduziu o limiar de detecção de impedimento de 50 centímetros para 10, o que praticamente elimina a margem de erro.

Para o torcedor no estádio, a FIFA vai além: tablets espalhados pelas arenas permitem que o público reveja os lances com os avatares 3D em mãos. É a Copa mais instrumentalizada da história.

E a pergunta que fica é se toda essa precisão vai finalmente acabar com a discussão ou só vai dar mais combustível para ela. Tecnologia que resolve a dúvida na tela, mas não resolve a raiva da arquibancada — essa parte ainda é analógica.

Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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