Robson Cardoso, 35 anos, analista de tecnologia de São José do Rio Preto, estava deitado em casa quando o smartwatch no pulso disparou um alerta de frequência cardíaca elevada. Sem nenhum sintoma, sem palpitação, sem falta de ar, ele quase ignorou. A primeira reação foi a mais humana possível: achar que o aparelho estava com defeito ou marcando errado. Mas não estava. No pronto-socorro, os médicos mediram 160 batimentos por minuto em repouso.
Um eletrocardiograma confirmou fibrilação atrial, uma arritmia que, se não tratada, eleva seriamente o risco de AVC. Robson foi transferido para o Hospital de Base e internado na UTI para monitoramento.
O relógio não diagnosticou nada, ele só percebeu que algo estava errado antes que o corpo avisasse. Esse é exatamente o ponto: a fibrilação atrial é traiçoeira porque boa parte dos casos é assintomática por longos períodos.
O risco real está na formação de coágulos que podem migrar para o cérebro. Diagnóstico precoce nesse contexto não é detalhe, é o que separa um tratamento controlado de uma emergência neurológica. Até os profissionais de saúde que atenderam Robson comentaram sobre o papel do dispositivo. Ele recebeu alta após um dia, saiu com acompanhamento cardiológico e medicação.
Recuperado, reconhece que decidir confiar no alerta foi o que mudou o desfecho. E fica o alerta: a tecnologia no pulso não substitui o médico, mas, nesse caso, foi ela que levou o paciente até ele a tempo.
Fonte : Nagib Carrilho / Star FM 105.9.



