Caculé : através de iniciativa social, atleta vence preconceito e violência e se torna campeã de Muay Thai.

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Djanira de Jesus (popularmente conhecida como Dja), tem tocado o coração da comunidade de Caculé e conquistado espaço no cenário esportivo da Bahia. A jovem, que tem deficiência intelectual, foi injustamente enviada para uma casa de detenção para menores em Salvador aos 12 anos, ficando lá por quase três anos. Esse período foi caracterizado por isolamento e várias formas de violência, intensificando os traumas que ele já carregava desde a infância.

Ela sofreu preconceito, tanto dentro quanto fora da escola, além de exclusão social e ausência de suporte, em razão de sua cor de pele, diagnóstico de deficiência intelectual e por crescer em uma família disfuncional. Sem perspectivas, passou a adolescência sem se sentir incluído em nenhum grupo, acumulando frustrações e dúvidas. Com 125 kg e 1,58m de altura, vivia apenas para sobreviver, buscando sempre evitar lugares que a feriam.

A mudança significativa em sua vida aconteceu quando teve contato com o Muay Thai por meio do projeto social Adote um Atleta. O esporte proporcionou a ela disciplina, autoestima, dignidade e, acima de tudo, uma sensação de pertencimento que nunca tinha sentido antes.

Atualmente, Dja se destaca no esporte da Bahia, acumulando vitórias significativas em competições como : Campeonato Baiano de Muay Thai Amador, Freestyle Fight, Matilha Champions Fight.

A atleta compete em pé de igualdade com lutadoras sem deficiência e sai vitoriosa. Para seu treinador, Leo Sparta, cada golpe dado no ringue traz a força de quem converteu a dor em superação. Além das conquistas nos tatames, Dja agora nutre um novo sonho: publicar um livro sobre sua trajetória. De acordo com o treinador, isso é uma maneira de dar voz a uma história marcada pela resistência e de motivar outras pessoas.

Dja batalha contra todos os obstáculos que existem e que não existem : ‘Quem puder ajudá-la a realizar o sonho de escrever seu livro estará contribuindo para muito mais do que um projeto pessoal, estará ajudando a transformar uma vida e a dar visibilidade a uma história que merece ser contada’ afirma Leo.

A equipe procura a colaboração de escritores, editoras, jornalistas e de qualquer indivíduo ou organização que esteja disposta a ajudar. Dja continua treinando, competindo e demonstrando que, quando há oportunidade e acolhimento, a transformação ocorre e muda trajetórias.

Fonte : HR Bahia.

 

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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