O leilão da rodada inicial do Programa AmpliAR está marcado para esta quinta (27/11), com a sessão pública ocorrendo na B3, em São Paulo. O objetivo principal da iniciativa federal é modernizar e expandir um total de 19 aeroportos regionais localizados no Nordeste e na Amazônia Legal.
O programa, que visa atrair investimentos privados, prevê um aporte total de R$ 1,25 bilhão apenas nesta fase. Os contratos de concessão para os terminais terão uma duração de 30 anos, utilizando um modelo simplificado para assegurar a sustentabilidade e atrair investidores.
Três aeroportos baianos estão incluídos neste pacote de modernização, com investimentos previstos em melhorias significativas na infraestrutura:
– Paulo Afonso : Espera-se receber R$ 101,35 milhões. O governo federal considera o município um polo turístico que pode experimentar um aumento considerável no fluxo de visitantes após a expansão do terminal.
– Guanambi (Aeroporto Isaac Moura Rocha) : Terá um investimento estimado em R$ 80,15 milhões. As melhorias estruturais e a ampliação da pista devem beneficiar os cerca de 500 mil habitantes da microrregião.
– Lençóis (Horácio de Mattos) : Está na lista devido ao seu papel estratégico como porta de entrada para a Chapada Diamantina, com previsão de R$ 77,8 milhões para modernização da infraestrutura.
Os recursos serão destinados à ampliação das pistas de pouso e decolagem, reforço do pavimento para receber aeronaves a jato, além da expansão do pátio de aeronaves e dos terminais de passageiros.
Além dos terminais na Bahia, o leilão envolve aeroportos em diversas regiões, incluindo:
– Região Norte : Tarauacá/AC, Barcelos/AM, Cacoal/RO, Araguaína/TO, Itacoatiara/AM, Itaituba/PA, Vilhena/RO e Parintins/AM.
– Região Nordeste : Serra Talhada/PE, São Raimundo Nonato/PI, Barreirinhas/MA, Araripina/PE, Garanhuns/PE, Aracati/CE e Cruz/Jericoacoara/CE.
– Região Centro-Oeste : Porto Alegre do Norte/MT.
O modelo do AmpliAR visa integrar esses aeroportos a contratos de concessão já existentes, o que deve acelerar as obras e diminuir a dependência de fundos públicos para a operação dos terminais regionais.
Fonte : Sertão360 / iSertão



