Novembro Azul: Câncer de Próstata é Silencioso – Prevenir é a Única Cura.

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Todo novembro é a mesma história. Os homens postam foto de camisa azul, fazem piada com o toque retal e esquecem que o verdadeiro tabu é não se cuidar. O Novembro Azul não é sobre medo, é sobre maturidade, sobre entender que ser homem de verdade não é aguentar dor, é prevenir. De acordo com o INCA, mais de 71 mil novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no Brasil, o que poderia ser evitado com um simples acompanhamento, muitas vezes vira uma batalha desnecessária. Prevenir não te faz menos homem, te faz viver mais, com saúde, confiança e plenitude.

O urologista DR. Alan Azevedo fala quais são os sinais ou sintomas que o corpo pode dar de que pode haver algum problema com a próstata, e além de câncer, existe outros problemas que podem acometer a próstata :

‘As pessoas acabam se preocupando muito com os sinais e sintomas do câncer de próstata, quando, na verdade, ele costuma ser uma doença silenciosa. É por isso que é importante a gente fazer a campanha, para que as pessoas venham ainda sem apresentar nenhum sinal ou sintoma. Então, você não deve esperar ter alguma dificuldade para urinar, alguma alteração na sua urina, para vir fazer o exame de próstata. Porque, quando os sintomas começarem a aparecer, é sinal de que a doença já está muito avançada. E o que a gente quer, o que a gente pretende, é fazer o diagnóstico no início do problema, quando não tem sintoma nenhum ainda, para que a gente tenha muitas possibilidades de tratamento e, inclusive, possa também alcançar a cura da doença. Então, a campanha, ela surge para conscientizar homens que não têm um sintoma nenhum, que estejam se sentindo bem, mas que, mesmo assim, é importante que eles venham fazer o exame de rotina da próstata, para caso a gente encontre alguma alteração, essa alteração seja encontrada no início do problema, e a gente tenha ainda muitas possibilidades de tratamento e até mesmo de cura, dependendo da situação.’

DR. Alan Azevedo ainda reforça sobre um outro problema que é a prostatite : ‘Além do câncer de próstata, que é um problema preocupante, existem outras doenças da próstata que também precisam de acompanhamento. E aí a gente citaria tanto a prostatite, né, que seria uma infecção da próstata, e a hiperplasia prostática benigna, que é um crescimento que acontece na próstata. Normalmente, a próstata cresce em todos os homens. Ela acompanha o crescimento da idade. À medida que a gente vai envelhecendo, a nossa próstata vai crescendo também. É por isso que os sintomas dessas doenças, elas costumam aparecer nas idades mais avançadas, aí a partir de 50, 60 anos, que é quando esse crescimento, que acontece ao longo da vida, começa a prejudicar o bom funcionamento da bexiga, da urina e da próstata. Essas duas doenças, a hiperplasia prostática benigna e a prostatite, essas sim dão muitos sintomas. Então, a gente pode ter dificuldade para urinar, né, que nós vamos chamar aí os sintomas obstrutivos, que é como se você tivesse alguma coisa impedindo você de urinar bem. Então, o jato da urina fica mais fraco, às vezes você tem que botar força para poder urinar, às vezes tem paciente que precisa sentar no vaso para conseguir urinar, por conta dessa dificuldade. Mas a gente tem também sintomas que nós vamos chamar de irritativos, que é você sente como se de fato tivesse uma inflamação. Então, tem uma ardência na hora de urinar, então, você sente uma queimação na hora da urina, você termina de urinar e sente que não conseguiu esvaziar totalmente a bexiga, e tem que voltar a urinar novamente, então, você urina várias vezes ao dia. E, às vezes, você tem que acordar várias vezes durante a noite para urinar também.’

Se você tiver dificuldade para urinar, ou sintomas como se a sua próstata ou bexiga estivesse inflamada, os dois podem acontecer na hiperplasia ou na prostatite. Essas duas doenças, o tratamento delas, na maioria das vezes, é com medicação. A gente começa com uma medicação que o paciente toma, normalmente aí um uso contínuo, 60, 90 dias, mas alguns casos elas também precisam de tratamento cirúrgico. Por isso que é importante esse acompanhamento urológico regular e de rotina, para que a gente possa entender qual que é o seu problema, a sua dificuldade, e agir, iniciar o tratamento, com a, com a melhor alternativa que seja indicada para cada paciente. A gente não recomenda, por exemplo, que um paciente, ‘olha, eu estou tomando esse remédio, deu certo’, e aí eu recomendo para o meu irmão, para o meu primo, para o meu vizinho. O tratamento ele precisa ser individualizado. Às vezes o que é bom para uma pessoa pode não ser bom para você. Então, por isso que é necessário a gente fazer esse acompanhamento de rotina.’

E finalizando esse debate sobre o tema, o DR. Alan Azevedo, completa : ‘O câncer de próstata, ele é uma doença silenciosa. E quando a gente consegue fazer o diagnóstico dessa doença ainda no início, quando o paciente ainda não apresentou nenhum sintoma, a gente tem muitas possibilidades de tratamento. Desde a cirurgia, que nós vamos chamar de prostatectomia radical. É uma cirurgia que tira toda a próstata e a vesícula seminal. Essa é uma cirurgia que, dependendo das situações, na maioria das vezes, ela cura a doença. Então, o paciente que opera, eh, naturalmente, ele deve fazer acompanhamento regular, mas, eh, com pouca chance de, da doença voltar. É um tratamento que é bastante eficaz. Na fase inicial da doença, tem a possibilidade também de fazer a radioterapia. A radioterapia seria para aqueles pacientes que, por algum motivo, não podem operar, ou porque tem um problema cardíaco grave, ou um problema pulmonar grave, e aí eles não suportariam a cirurgia, aí nesse caso, a gente tem a opção da radioterapia, que é uma excelente opção de tratamento também, com excelentes resultados. O pior é quando a gente faz o diagnóstico da doença avançada, ou seja, a doença não está mais só na próstata. Ela já começou a invadir outros órgãos próximos e às vezes até órgãos distantes, como os ossos e os pulmões. Quando isso acontece, não tem opção de operar mais, não tem opção de fazer radioterapia mais. A única opção seria a hormonioterapia, que é como se fosse uma quimioterapia. A hormonioterapia, ela não cura a doença, os resultados não são tão bons. Seria um tratamento que a gente chama de paliativo. Apenas para dar um algum conforto, melhorar a qualidade de vida do paciente que tem o câncer de próstata. Por isso que não é o ideal a gente fazer o diagnóstico nesse, nesse momento, quando a doença não está na próstata mais. Porque a única possibilidade de tratamento que nós temos, que é a hormonioterapia, é um tratamento que não tem os melhores resultados. O ideal é a gente fazer o diagnóstico da doença lá no início, quando a gente não tem sintoma nenhum, porque aí a gente tem a possibilidade de cirurgia e de radioterapia, que são os dois tratamentos mais recomendáveis e com melhores resultados para o câncer de próstata.’

Fonte : HR Bahia (entrevista com o DR. Alan Azevedo)

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Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

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