O consumo de alimentos ultraprocessados cresceu no Brasil e no mundo. E com isso, o alerta da saúde pública sobre os riscos associados ao consumo desses alimentos aumenta.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira – que é um material do Ministério da Saúde – os alimentos ultraprocessados são definidos como formulações industriais feitas com vários ingredientes, incluindo aditivos, conservantes, corantes e aromatizantes.
Esses alimentos são formulados para serem convenientes, altamente palatáveis e terem longa duração. Entre os exemplos mais comuns estão salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo, biscoitos recheados e cereais matinais.
A questão é que o consumo excessivo tem sido ligado a diversas doenças crônicas. Um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a alta ingestão desses produtos está associada a um maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. A explicação está no alto teor de açúcar, gordura, sódio e na baixa concentração de fibras e nutrientes essenciais.
Países como o Chile e o México já adotaram medidas regulatórias mais rígidas, incluindo alertas nas embalagens dos produtos para tentar frear esse consumo.
No Brasil, o debate se intensifica e a recomendação de especialistas e do próprio Guia Alimentar é clara: dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados e evitar ao máximo o consumo de ultraprocessados.
Fonte : Agência Rádio 2 de Notícias.



